Eu fui: Meet & Greet Linkin Park - Maximus Festival SP 2017

quarta-feira, setembro 20, 2017

Hoje é dia 20 de setembro, quarta-feira. Hoje completam dois meses que Chester Bennington morreu. É com muita tristeza que escrevo esse post, mas ao mesmo tempo, quero que esse sentimento chato não tome conta até o final do texto, porque quero contar a experiência de ter conhecido o vocalista do Linkin Park, e claro, os outros membros da banda.

Sim, eu conheci todos os membros do Linkin Park, graças ao meu namorado, Paulo, que me inscreveu no sorteio para participar do Meet & Greet da banda, no último show que eles fizeram no Brasil, em 13 de maio, no Autódromo de Interlagos. Um show bem ousado, diga-se de passagem, devido ao line-up do Maximus Festival, na minha opinião, super pesado. E lá, já era esperado que Linkin Park tocaria algumas músicas de seu último álbum, One More Light, que tem uma pegada bem pop.

Estou ao lado da bandeira :)

À medida que a noite caía e o encontro se aproximava, eu ficava ainda mais nervosa. E estava tão nervosa, mas tão nervosa, que nem quis interagir com as pessoas que também aguardavam ansiosas por encontrar os caras. Fiquei esperando ao lado do Paulo, a moça da organização, Misty, se não me engano, chamar a turma toda. Até que uma fila meio desengonçada se formou. Na minha mão, estavam o papel da chamada para o Meet & Greet, meu celular com o e-mail aberto, meu RG, e ainda na bolsa, as capinhas dos CDs do Linkin Park para receber os autógrafos.

Nem sabia o que segurar direito. Antes de ser a próxima a ser chamada, já consegui ver meu nome na lista da organização e ali me deu um alívio, ufa, está tudo certo, vou entrar mesmo. É REAL! VOU VER O LINKIN PARK DE PERTINHO! Até que Misty me chamou e quase que eu entro sem a credencial. Paulo diz que me puxou pra fila de novo para receber o crachá, mas nem me lembro disso.

Depois de passar pelo portão de acesso ao lounge do festival, eu e todos os fãs ficamos aguardando em uma fila. E então, algumas pessoas, seguranças, foram nos guiando Autódromo adentro. Estava super escuro por lá e nem dava para ver direito onde estávamos pisando. A passada era acelerada, sabe, caminhando rápido. Tinha que ser rápido, sabia que o encontro duraria pouco tempo, porque logo depois Linkin Park estaria no palco. Sei que passamos por uma área bem aberta, subimos uma escada e de repente, estávamos em uma espécie de área vip, parecida com os boxes da Fórmula 1. Fomos guiados até um desses boxes (gigante!) e entramos, em fila, ocupando a parede do fundo. Ficamos dispostos nessa parede do fundo, como em um paredão de fuzilamento. hahahaha Dava para ver que todos estavam MEGA nervosos e ansiosos com aquela situação.

Relevem minha cara =P Nessa hora estávamos aguardando as instruções da organização
Logo depois, Misty entrou e falou, em inglês, para que ficássemos mais relaxados, sem essa posição de fuzilamento (lembro dela imitando a posição, como de soldado). No local também tinha uma mesa com alguns lanchinhos, cookies, água e bananas. Nessa hora, Misty, com a ajuda de uma tradutora, deu algumas instruções para a galera. Lembro de algumas coisas:

- Não precisávamos ficar nervosos, eles não mordem.
- A banda não iria entrar de uma só vez. Um a um entraria naquele box de Fórmula 1 para assinar nossos itens, porque estavam com outros compromissos nos bastidores até a hora do show.
- E então, eles não poderiam tirar uma foto com o grupo todo, como geralmente é feito nos encontros. 
- Eles assinariam apenas um item de cada pessoa.
- Não poderíamos tirar fotos com eles. Misty tiraria várias fotos, e depois a produção enviaria todas.
- Não poderíamos abraça-los, nem beija-los, devido ao risco de contaminação, já que eles andam em muitos aeroportos.

Depois dessas instruções, tiramos uma foto em grupo, só a galera mesmo, e ficamos na formação de paredão novamente, em 'U', só aguardando. Lá na frente, a porta do galpão fechada. A cada membro da organização que entrava, o coração acelerava.

Até que... a porta abriu e dois integrantes entraram: Phoenix (Dave Farrell) e Rob Bourdon. Eu tinha uma missão: todas as capinhas de CDs deveriam ter pelo menos um autógrafo. Já que só posso dar um item pra assinar, e estão entrando aos poucos... é isso! Moleza. Mas aí quando começaram a dar o crachá para assinar também, eu aproveitei a deixa, então cada um assinou uma capinha, e no crachá, tenho o autógrafo de todos.

Rob deixando seu autógrafo na minha credencial
Infelizmente, não tenho fotos do Phoenix próximo a mim =(
Eu poderia ter tirado foto com meu celular ali dentro? Poderia, porque várias pessoas estavam fazendo isso, e outra, teve até selfie. Mas quem disse que eu consegui? Estava tremendo de ansiedade! Acredito que muitos queriam também fotografar, abraçar, beijar, mas o nervosismo tomava conta, e sei lá, o medo de levar uma bronca da Misty. 

Quando Chester entrou por aquela porta, a galera foi à loucura! Era explícita a felicidade de todo mundo ali. Tinha gente chorando, tinha gente tremendo, tinha gente rindo à toa, tinha gente séria, tinha gente que nem acreditava que estava ali vendo Chester Bennington. Ele foi super carinhoso com todos, conversou com algumas pessoas que conseguiam falar alguma coisa hahaha, tirou fotos e distribuiu abraços. Uma pessoa iluminada, com certeza, que foi muito importante para a vida de muitos ali, com sua voz marcante e suas músicas que dizem muito.

Chester Bennington assinando a capinha do CD
Os últimos integrantes a entrar foram Brad Delson, Mike Shinoda e Joe Hahn, que foram tão pacientes e carinhosos quanto os outros integrantes. Do Joe consegui arrancar três autógrafos (duas capinhas e o crachá). Lembro do Mike conversando muito com todos e fazendo pequenos desenhos na pele das pessoas, para que mais tarde pudessem virar tatuagens.

Uma pena Misty ter tremido a foto na hora do Brad
Mike Shinoda <3
Joe Hahn, o último a deixar autógrafos para a galera
Desenhos que Mike Shinoda fez em alguns fãs
Capinhas autografadas

Credencial devidamente autografada pelos lindos do @linkinpark no Meet & Greet do Maximus Festival. 😍

Uma publicação compartilhada por Fernanda Maciel (@feu_fa) em

Depois de toda essa euforia, os ânimos se acalmaram um pouquinho só, porque logo depois tínhamos um show dessa banda que marcou a adolescência de muitas pessoas. E foi um show incrível! Dava para ver fãs de Slayer passando pela gente, pedindo 'Volta Slayer, volta Slayer', mas aquela hora, meus queridos, era do Linkin Park, os caras que encerraram o festival com chave de ouro. Foi lindo! Uma apresentação cheia de surpresas, com músicas do novo álbum, mashups e Crawling no piano, ma-ra-vi-lho-so. Fã que é fã curtiu, eu sei. O resto é resto.

Foi surreal tudo aquilo que passei na noite do dia 13 de maio de 2017. E agora, com a volta do Feufolândia, consegui registrar aqui esse momento inesquecível. Pensa em uma pessoa abalada com a morte de um de seus artistas favoritos! Pode ser bobeira para alguns, mas quando fiquei sabendo da morte de Chester, parece que o chão se abriu, sei lá. Foi um sentimento tão estranho, mas tão estranho, nunca tinha sentido isso por nenhum artista. Não sei explicar, gente, mas naquela noite, da notícia de sua morte, eu chorei que nem uma criança. E até hoje, fico emocionada de lembrar o que aconteceu com ele, lembrar da noite de felicidade que eu e todos aqueles fãs tiveram no Maximus Festival, e que nunca mais teremos o Linkin Park de volta, do jeitinho que era, com os vocais desse cara incrível.

Foto: Flavio Moraes/G1
RIP Chester Bennington. ❤

1 comentários

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