O show mega animado de Móveis Coloniais de Acaju

O que falar dessa banda que eu  mal conheço, mas já considero pacas? Não tinha maneira melhor de começar esse post, senão assim. Fui a um show de Móveis Coloniais de Acaju recentemente, no SESC Santos, e fiquei surpresa!

(Foto: Fernanda Maciel)

O teatro ficou praticamente lotado. A maioria das pessoas na plateia ficaram em pé mesmo nos seus lugares e a beirada do palco estava cheia de fãs. Um cenário totalmente diferente do show do Cachorro Grande, no mesmo lugar. Não, não estou comparando nada! Não tem nada a ver as bandas, outro público. Só uma observação. :)

Não conhecia quase nada de Móveis, a não ser uma música, acho que uma das mais famosas, que é 'O Tempo', que não está no primeiro CD, justamente o que eles escolheram tocar a noite. Tocaram 'Idem' completinho. O álbum tem 10 anos!

(Foto: Fernanda Maciel)

Uma das coisas que me chamaram a atenção na banda é a flauta transversal. Um som lindo que fica muito evidente em todas as músicas. Mas além disso tem muito mais coisa. A banda é gigante. Tem dois saxofones, um mais clássico que fica fácil de identificar e outro tenor, mais grave que dá um toque mega especial. Tem bateria, baixo, guitarra, teclados e até gaita.

Mas é claro, que teve bis, e um bis bem recheado, com direito a música 'O Tempo', que eu conheço. Nunca vi banda tão animada, sério. Valeu muito a pena ter ido a esse show. E de novo, o teatro do SESC Santos está de parabéns pelo ambiente, som, luzes.

(Foto: Fernanda Maciel)

Ps.: Estou bem sumida daqui, né? Meu computador deu um probleminha, tive que leva-lo na assistência, mas agora está tudo ok. Também estava com muita preguicinha de blogar, todo blog tem suas fases off. hahaha

Bjs.



Cachorro Grande em Santos: um show sem bis

Quem curte Cachorro Grande? Para quem não conhece, é uma banda gaúcha de rock que deu uma bela estourada depois de participar do 'Acústico MTV Bandas Gaúchas'. E ontem (16), aqui no Teatro do SESC Santos, eles vieram para um show. 

Cachorro Grande no Teatro do SESC Santos (Foto: Fernanda Maciel)
O show começou com um super sucesso da banda. 'Você Não Sabe O Que Perdeu' é uma das minhas músicas favoritas e até estava comentando com Paulo se eles iam ou não tocar, por conta do novo CD, 'Costa do Marfim'. Eles vieram com tudo e dividiram o show em basicamente três partes: tocando na primeira só grandes sucessos, como 'Hey Amigo!' e 'Que Loucura', depois anunciaram as novas músicas, tocadas pela primeira vez em Santos, e voltaram com outras músicas antigas, 'Lunático', 'Dia Perfeito', 'Sinceramente' e outras.

Rodolfo Krieger, baixista, e ao fundo, Gabriel Azambuja na bateria (Foto: Fernanda Maciel)

Agora você me pergunta: 'Fernanda, por que esse título? Show sem bis?'. Pois é, gente. Não teve bis no show. Quando é que você foi num show que não teve bis? Me fala. Tudo começou com uma plateia desanimada...

Olhando nos meus arquivos de fotos, o último show deles aqui em Santos foi em 2009, no mesmo local. Tinha bastante gente e praticamente todos ficaram em pé, é um show de rock, galera. Não dá para assistir um show de rock sentado. Tinha gente na beira do palco, nas escadas, na rampinha, até teve uma garota que dividiu o microfone com Beto Bruno, vocalista do Cachorro, uma noite bem animada em 2009.

Marcelo Gross na guitarra, cantando 'Dia Perfeito' (Foto: Fernanda Maciel)

Mas ontem não tivemos o mesmo cenário. Beto, logo no começo, soltou 'Galera, eu sei que é um teatro, mas não precisa ficar comportado não, viu?'. Depois de algum tempo, ainda nas primeiras músicas, algumas pessoas levantaram e foram para frente do palco, eu fui uma delas, até para fotografar mais de pertinho. Curti um pouco o show dali e voltei para a cadeira para tirar o casaco, acabei ficando por ali mesmo para arrumar a câmera, sei lá. Quando olhei para frente, não tinha mais ninguém lá embaixo e eles já estavam começando a tocar as novas músicas, o que deu uma desanimada na galera, pois provavelmente, muitos não devem conhecer.

O vocalista Beto Bruno (Foto: Fernanda Maciel)

E foi o show inteiro, todos sentados aparentemente desanimados e um Beto Bruno um pouco insatisfeito com seu público. Eles fecharam o show com Helter Skelter, dos Beatles, uma música mega rock 'n roll. Deixaram os instrumentos ligados (com aquele gostinho de quero mais) e não voltaram. O staff lá do palco acenou para o cara da mesa de som, fazendo aquele gesto de 'acabou'. 

As pessoas tentaram ser animadas e bateram os pés no chão, fazendo barulho, pedindo 'mais um, mais um' e nada. Foi o fim do show.

Pedro Pelotas mandando nos teclados (Foto: Fernanda Maciel)

Tirando tudo isso, o show foi muito bom, afinal estamos falando de Cachorro Grande. O Teatro do SESC está mais uma vez de parabéns pelo som, luzes e ambiente. Vale muito a pena assistir aos shows que o SESC oferece, além de ter um preço bacana (R$ 6 sócio, R$ 10 meia, R$ 20 inteira).

Voltamos para casa com a despedida bem, mas bem irônica do Beto na cabeça, algo como: 'Tchau, Santos, foi demais, vocês são show, plateia rockeira, valeu!'

Cachorro Grande no Teatro do SESC Santos (Foto: Fernanda Maciel)


Bjs.



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